segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Ser ou não ser...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Amanhã faz um ano
sinceramente, o que eu posso comemorar amanhã? porque eu não posso sentir falta ou muito menos comemorar aniversário de algo que nunca existiu.
me dói muito ter que admitir isso, mas é verdade, todo mundo sempre soube, menos eu.
se eu fosse fazer uma retrospectiva no último "9 de setembro" eu poderia até escrever um livro, mas me sentiria incapaz de pôr na balança tudo o que eu vivi se alguém me perguntasse:
"foi bom?"
foi tão estranho..
Não me viciei em nada ilícito, se é o que parece. eu só me transformei bastante, aprendi muito, consertei defeitos, defini meu gosto; aceitei tudo, aprendi a perdoar de coração, pulei muros de escolas, andei na chuva, dormi no sofá e ouvi tanta mentira..
no último ano, eu amei de verdade, pela primeira vez na minha vida.
mas no final de tudo, acabei virando "uma pedra" no caminho de alguém que tem o maior coração do mundo. é tão estranho, não acha?
Amor e ódio
Moram juntos
Dividindo este coração..
São dois lados
Dessa obsessão...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Favorito ao ouro?
domingo, 10 de agosto de 2008
Inglaterra, 26 de novembro de 1981
"Carolina, minha filha*
Quando seus olhos despertarem para a vida,
Terás meu sorriso e minhas bençãos.
Lutarei para lhe dar um futuro além de um nome:
Uma terra fértil para que possar fecundar,
Um ombro amigo para desabafar,
E as esperanças que trago no peito.
Quando suas mãozinhas tatearem ao redor,
Sentirás a segurança de mãos mais calejadas
E sofridas para orientá-la.
Terás que me ensinar essas coisas da nova juventude,
Compreendendo as mihas falhas, erros e essa falta
De jeito com as meninas.
Quando seu jeitino maroto de conseguir tudo não der certo,
Sei que apenas uma lágrima sua desmanchará qualquer
Determinação contrária, confirmando tudo o que já foi
Dito sobre o poder jovem.
E o tempo passará; passará às vezes calmo como as
Tardes de domingo, ora agitado como o próprio homem,
Mas passará, pois assim foi determinado.
E quando suas bonecas cederem a vez
Ao cinema ou ao barzinho,
Ainda assim serás minha eterna menina.
Seguirei este destino ao lado de sua mãe
E das nossas lembranças que ainda hoje vivemos.
Já te amo. "
Niterói, 10 de agosto de 2008
Pai,
Você já me amava oito anos antes de eu nascer, e sei que assim que eu nasci consegui te amar muito mais. Quando eu despertei para a vida, tive de você tudo o que eu precisei para ser uma pessoa feliz.
Você não só me deu um nome, como ainda hoje me ajuda a construir o futuro que eu tanto quero.
Não sei se consegui te ensinar essas coisas da "nova juventude", pois tenho certeza que hoje terás dificuldade para acessar meu blog no seu computador e ler isto, mas acho que consegui te ensinar que não importa o quanto os jovens cresçam, eles sempre precisarão de seus pais.
Nem sempre minhas lágrimas desmancharam suas determinações contrárias, mas passados alguns anos, hoje com os olhos secos consigo enxergar e perceber que você sempre soube o que fazia e só zelava pelo o meu bem.
Realmente o tempo passou. Não sei dizer se calmo ou agitado, mas passou, pois assim foi determinado. As bonecas já cederam a vez ao cinema, ao barzinho e ao namorado, mas ainda assim sou sua eterna menina.
Continuaremos a seguir este destino, mas agora ao lado do meu irmão e das nossas lembranças que ainda hoje vivemos.
Já te amava e ainda te amo.
Feliz dia dos Pais.
domingo, 3 de agosto de 2008
"Tudo na vida é passageiro (menos piloto e aeromoça)"
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Sou como os jornais,
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Um exagero de professor
Na próxima semana, termino o semestre na faculdade e hoje, fiquei sabendo qual será o tema do trabalho final: produzir um texto descrevendo o professor mais importante que já tive.
Queria escrever muitas coisas, já tive vários professores e por que não, professoras incríveis, gostaria de poder homenagear cada um deles neste trabalho final, mas começando a redigir o texto percebi que a dificuldade do trabalho não estava em escrever no padrão e corretamente. O desafio maior seria a escolha que teríamos que fazer. Selecionar um único professor entre mais de quarenta durante a época escolar. Dezenas de pessoas a quem devo toda a minha vida.
Hélio Ricardo, tive a oportunidade de ter aulas de Redação com ele apenas por dois anos, mas gostei tanto que se você está lendo esse texto agora, pode ter certeza de que a culpa é dele. Hélio não me deu apenas aulas, ele escolheu a minha carreira.
Aconteceu tanta coisa esse ano, tanta coisa que eu gostaria de contar a ele, de pedir sua opinião... Reproduzo aqui, em homenagem ao mestre que infelizmente eu perdi o contato, mas com grande emoção ao lembrar das melhores terças-feiras que já tive.
Hélio, foi a pessoa mais inteligente que já conheci. Lembro quando entreguei a primeira redação(horrível) e não sei por que nem como, ele elegeu a melhor que já tinha lido nos últimos tempos. Me elogiou na frente da turma inteira, e eu morri de vergonha - e de felicidade, claro. Não é qualquer dia que você é eleita "a melhor" por uma pessoa que você admira - talvez ele deve ter visto alguma coisa ali; não sei dizer o que era, porque o Hélio tinha isso de ser meio misterioso. Ou estranho, dizem alguns. Algumas vezes eu mostrava uma série de redações com dezenas de temas e ele lia, olhava para mim e me devolvia as folhas sem dizer nada. Era frustrante? Muito. Mas aí eu percebia que tinha que adivinhar o que era bom e o que era um lixo. Acredite, isso ensina muito.
Ensinar, aliás, é o que ele fazia de melhor. Eram grandes aulas. Não só no sentido professoral da palavra, mas no modo de dar uma notícia qualquer e ressaltar o que era importante e o que não era. Um detalhe pequeno, que você nem dava bola, podia ser a coisa mais interessante do mundo; bastava saber olhar. E isso foi uma coisa que o Hélio ensinou não apenas a mim, mas aos inúmeros alunos que se entristeceram ao saber que não o teriam mais como mestre no próximo ano.
Na escola, mais precisamente no 2º ano, eu era represente de turma e escrevi um projeto para a coordenação sobre um curso de redação à parte com o Hélio. Todo mundo adorou a idéia. Durante alguns meses criamos uma turma que mantém pouco contato, mas muito carinho até hoje: Fernanda`s, Léo, Popota, Vivian, Lilian, Piero, Clara e vários outros. A gente se fala de vez em quando; gostaria que fosse mais frequente.
Saudades dói pra burro (ele ia odiar ler 'pra' em vez de 'para'). Já estou com saudades de ver o Hélio todo durão dentro de sala, e um doce no corredor; todos os dias vestido de preto me olhando por cima dos óculos pronto para contar suas piadas disfarçadas de seriedade que me faziam rir durante minutos; das redações se acumulando em pilhas e pilhas na sua mesa; do que ele escrevia nas dissertações após corrigi-las e ficava genial. Ainda bem que guardei minhas.
A última vez que falei com o Hélio foi em 2006 numa formatura. Falei que já tinha prestado o vestibular e que estudaria para o próximo em outra escola, mas nem precisava: ele já sabia de tudo. E com detalhes. Mas hoje eu me arrependo: eu deveria ter esticado mais a conversa e ter falado muitas vezes o quanto eu o admirava, deveria nunca ter faltado as suas aulas, deveria ter dito que não queria que perdêssemos o contato, deveria ter invadido mais a tradicional sala dos professores nas terças-feiras. Mas a vida é assim, a gente nunca sabe o que nos espera no ano seguinte. Nunca temos tempo para nada, tudo que realmente importa é deixado para amanhã. Ou para a semana que vem.
A cada texto, a cada frase que eu escrevo, eu imagino o Hélio lendo e comentando. Me lembro de sempre ir para o próximo texto, tentando imaginar o que eu poderia fazer para impressioná-lo, para que ele me chamasse na sala e dissesse: 'Ah! Carol, gostei da dissertação!', ou algo do tipo. Mas isso também não era sempre. Às vezes ele me chamava e dizia: "leia bem isso que você escreveu". E só. Eu tinha que adivinhar o que era. Nem sempre adivinhava, mas a vida é assim mesmo.
Estou um pouco perdida em um mundo onde gente como Hélio é cada vez mais rara. Sei que tenho a obrigação de ser 'o Hélio' de amanhã, mas a responsabilidade é muito grande. Assusta.
Agora só resta fechar os olhos, continuar a estudar e parar de vez em quando para me perguntar: "o que será que o Helio acharia deste texto?" Ele abaixaria os óculos, olharia de volta para mim e não diria nada.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ex amigos, sempre colegas.
Nos últimos finais de semana, tenho saído pra vários lugares de Niterói (que a PUC me perdoe) e reencontrado os amigos da época de escola que há muito tempo não via. Quer dizer, alguns amigos, já que outros não são mais localizados ( Marcel, Bugica, cadê vocês???), outros dão o cano (né Clara, né Fernanda`s?) e vários simplesmente ficam de fora por diversas razões.
Apesar de não encontrar alguns deles há anos, eu já sabia o que ia encontrar antes mesmo de vê-los: o cabeludo, quem diria, teria ficado careca; a garota mais linda da classe engordara 10 quilos; o encrenqueiro que matava aula e sentava no fundão da sala havia passado no vestibular.
Bem, foi quase isso, apesar dos exemplos não serem exatamente esses (não posso citar os casos verdadeiros pois correria o risco de não falarem mais comigo). As perguntas entre nós também são sempre óbvias: 'O que você anda fazendo?', 'Passou no vestibular?', 'Em qual faculdade está ?' 'Ainda está namorando?' 'Ainda tem contato com fulano?' , etc.
As respostas, porém, são sempre diferentes do que eu espero. Acho que porque na minha cabeça aquelas pessoas ainda estão no mesmo lugar onde as deixei alguns anos atrás, crianças sem a menor noção do que o destino lhes reservaria. Não, o garoto bom de bola não virou jogador famoso de futebol; A melhor aluna da turma não passou no vestibular; a menina que parava o corredor não se tornou modelo internacional.
Surgiram tantas variáveis no caminho, tantas realidades possíveis e impossíveis, tantos futuros que não estavam escritos naqueles antigos cadernos...
E, no entanto, são todos exatamente os mesmos indivíduos, os rostos daquela época com pequenas mudanças na fisionomia . E isso foi o mais engraçado: pareciam apenas ter tomado um banho de tempo e trocado o uniforme pelas roupas do final de semana que agora usamos para a faculdade.
Não quero dar um ar de melancolia aos encontros, pelo contrário. Rimos muito lembrando como éramos ingênuos e idealistas. Me senti novamente no pátio do colégio durante o recreio, esperando o sinal tocar para voltar para a sala. Mas aí cheguei em casa, me olhei no espelho e não vi mais aquela menina de uniforme, preocupada com a prova de física do dia seguinte.
Ou melhor: para falar a verdade... eu vejo essa menina, sim. Ela ainda sou eu.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Morto Rio
Fui ao show do Caetano Veloso na última quarta-feira no (Vivo?) Rio. A organização do show foi péssima: como é possível você tratar como gado alguém que pagou pelo ingresso? Os preços das bebidas eu não vou comentar, nem no exterior uma cerveja e um energético são tão caros assim! Fora que eu perdi metade do show porque toda vez que eu ia comprar uma bebida, o garçom tinha que ir do outro lado do palco para buscar a maquininha do cartão e, enquanto isso, ele mandava eu ser a "guardiã das cervejas" e não deixar ninguém roubar nada, dá pra acreditar?!Será que é tão difícil para uma empresa dimensionar esse tipo de serviço?
Já que estou destilando a revolta, quero parte do dinheiro do ingresso de volta também. Não consegui aproveitar a Banda Cê e a voz do Caetano porque o volume para nós, da pista superior, estava super baixo!! Parecia mais música de elevador... Será que os (des)organizadores não podiam ter um pouquinho de respeito com o público? O show terminou 11:30, até o show da Xuxa deve terminar mais tarde. Se o festival fosse na Europa, eles seriam apedrejados. Com razão.
E as músicas? Fiquei tão chateada com a escolha do repertório que no meio do show quase fui embora. Eu não consigo entender por que os críticos falaram tão bem. O show foi muito chato! E olha que eu adoro Caetano, mas aquele tipo de apresentação não era para se ver ao vivo, no meio da multidão, etc. Era um show para a gente prestar atenção nos detalhes, ouvir as texturas... Isso só dá pra curtir no DVD em casa.
Só mais uma coisa: quem será a estilista do Caetano? Sempre achei que o objetivo de um figurino era deixar alguém mais bonito, mais elegante, mais sexy, mais chique, ou tudo isso junto. Ele está parecendo mais velho do que nunca! Aquela combinação de roupa - SOCORRO!
Desculpe a revolta, mas eu não aguento ficar quieta. Para mim, não foi Vivo Rio: foi Morto Rio.
Caetano que me perdoe, mas a gente com certeza NÃO se vê no ano que vem!!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
"Os sem-noção"
Você pode imaginar o transtorno que isso causou. As meninas ficaram super preocupadas tentando de alguma forma confortá-la, entravam e saíam da minha sala, divulgando supostas razões para a morte; eu fiquei do lado de fora com os homens, já bêbados, discutindo na varanda se o 'show devia continuar', ou seja, se deveríamos terminar ou não a festa em respeito a garota. Resumindo: uma desconhecida estragou a minha festa com um monte de gente legal.
Ela agiu como uma típica garota sem-noção. Não lembro mais dos detalhes da morte do pai, mas não era nada que não pudesse esperar o dia seguinte. E por que não esperar minha festa acabar? Porque gente sem-noção é assim: sem-noção. Para completar, esse casal ficou até tarde na minha casa mesmo quando todos já tinham ido embora e eu tive que agüentá-la resmungar a noite inteira. Pensei em sugerir que eles verificassem se a churrasqueira ainda estava acesa e trancá-los fora de casa, mas meu namorado não concordou. Na minha opinião, ele foi 'com-noção' demais. Mas essa já é outra história.
É duro descobrir o sem-noção antes da primeira mancada. Mas a partir dela, é impossível ficar indiferente. É uma pena que as pessoas não tenham aulas de bom senso na escola: evitariam várias situações indesejáveis.
Enquanto isso não ocorre, temos que conviver com as várias espécies de sem-noção: a 'sem-noção-sem-vergonha', que sai com todo mundo e depois faz cara de paisagem; a 'sem-noção-de-grana', que acha que cartão de crédito não é dinheiro; a 'sem-noção-fechadura', esperta como uma porta... E por aí vai.
É claro que também existe o homem sem-noção. Mas é fácil reconhecê-lo: é o cara que promete te levar ao cinema no sábado à noite, mas só sai de casa três minutos antes de começar a sessão. Ou seja: ele perdeu a noção, mas quem perde o filme é você.
Você pode até gostar de alguém sem-noção, mas deve ter em mente que vai se meter em alguma roubada mais cedo ou mais tarde. Ou mais cedo E mais tarde, o que é bem mais provável...
domingo, 25 de maio de 2008
E quem tem pudor quando ama?
"E quem tem pudor quando ama"? Levantei-me da mesa como se fugisse dessa frase.
É Nelson Rodrigues, em "A Vida Como Ela É", um diálogo entre duas irmãs: uma santa, e a outra finge que é. A que finge, rouba o namorado da outra, então ocorre o dialogo entre as duas.
"E quem tem pudor quando ama"? Acendi a luz do banheiro, sem nem mesmo precisar procurá-la. Já sabia onde estava. E a pergunta martelava na minha cabeça, como se quisesse me dizer alguma coisa. Foi aí que entendi. Essa pergunta não era uma pergunta.
Voltei pra mesa em 2 minutos que solucionaram enfim as questões que, fazia tempos, estavam sem respostas.
"E quem tem pudor quando ama"? Desculpe-me, eu não tenho.
Chame a falta de pudor do que quiser: falta de vergonha na cara, falta de amor próprio, loucura, idiotice. Neste caso, chamo de paixão. E olha que paixão e pudor são duas coisas que não tem nada a ver. Água e óleo. Não se misturam. Paixão e razão não moram na mesma casa. Paixão te rasga a roupa enquanto a razão cata os pedaços no chão. Paixão te entrega num suspiro profundo e ardente, enquanto a razão te pede para acalmar. Paixão faz você fechar os olhos bem forte e deixar os sentidos guiarem seu atos enquanto a razão.. a razão foi embora. Paixão faz você perder os sentidos e perder a razão.
"E quem tem pudor quando ama"? Finalmente, estou perdoada.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Caso sério

terça-feira, 20 de maio de 2008
TEMPO
faz um grande bem,
para a amizade
e o amor
também.
A 'ausência' aumenta
os sentimentos,
cria esperança
e demanda uma
idéia melhor
da pessoa
amada.
O coração privado de
seus objetivos, é
tomado com
mais força
pelo
amor, porque o espírito
está com ele mais
graciosamente
ocupado.
sábado, 17 de maio de 2008
Reencontro
Hoje a tarde, reencontrei com uma menina que há muito tempo não via. Talvez nem lembrasse mais que um dia a conheci, mas no decorrer do dia-dia, com o passar do tempo, às vezes calmo como as tardes de domingo, ora agitado como o próprio homem, me faziam recordar das suas histórias, das suas tristezas, dos seus dramas, da sua solidão. Sempre assisti bem de perto tudo o que acontecia na sua vida, embora ela nunca tivesse a coragem para se abrir com alguém. Escondia seus segredos até de si mesma, estampava no rosto a fortaleza que almejava ter, e era admirada por isso; sempre ouviu de todos, inclusive de mim, que era muito madura para seus poucos anos de vida, mas ela nunca pôde entender o que aquilo significava.
Mesmo com pouca idade, teve que aprender como crescer vivendo em uma guerra; guerra essa, que chamava de lar. Sem nunca saber onde se proteger da tempestade, escondia-se no escuro debaixo da cama de seu quarto, esperando que aquilo acabasse logo. Frequentemente se perguntava por que carregava toda aquela frieza, quando sabia que todos haviam ajudado a construir os muros em volta de si que contruiu. Não sinto saudades dela... De vez em quando, esta menina me deixava perplexa por tamanha frieza. Isso me irritava. Presenciava sua vida ser destruída aos poucos e ela não chorava. Seu pai saiu de casa levando tudo o que lhe pertencia consigo, disseram-me que estava morando agora na Barra. Sua mãe ficou por um tempo internada, havia desenvolvido uma doença grave. A menina só foi visitá-la uma única vez, mas teve a sensação de que a mãe não a reconhecera. Confessou-me um tempo depois que não aguentava olhar para os seus drenos, por isso não voltaria ao hospital. Seu irmão ficou maluco, deixou o cabelo crescer e depois encheu de dreads, parou de estudar, falar e comer, de vez em quando batia com a cabeça na parede.
Sombras passam a noite por uma abertura na porta. Ecos de uma criança ferida gritando - "por favor, parem!" - Talvez nunca entendam o dano que causaram, ainda que seja apenas uma memória, nela permanece vivo. Vivenciara tudo isso e ainda assim, não chorava... No reveillon foi empurrada degraus frios abaixou, e enquanto olhava seus machucados na escada, eu batia ainda mais. Tripudiei em cima daquela criança até que chorasse copiosamente tudo o que havia guardado. Finalmente consegui devolver sua sensibilidade que tanto lhe faltava.
Depois desse dia, nunca mais a vi. Me assustei ao encontrá-la hoje já crescida, cursando a faculdade, e encaixotando algumas coisas para sair de casa. Contou-me que precisava viver a sua vida, e eu não sei bem o que ela quis dizer com isso. Eu disse que queria abraçá-la e ela se encarregou do resto. Perguntou-me se sentiria saudades dela, se poderíamos nos encontrar de vez quando.
- Você é eu. Declarei.
- Como posso sentir saudades de mim mesma?
Sem olhar para trás, ela saiu pela porta da frente e deixou a chave pendurada na fechadura. Acho que quis dizer com esse gesto que não voltará mais.
Hoje, sei que ainda demorará muito tempo para nos reencontramos novamente. Mas graças à ela, atualmente dou muito mais valor as pessoas ao meu redor, observo mais as bonitas imagens que posso ver através dos meus olhos, e presto mais atenção em tudo: nas areias que voam com a brisa do mar ou nas três cores do pôr-do-sol. Sempre que penso nela grito meu desejo dentro do oceano. Acredito que a resposta que vier, será para o bem de nós duas...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Meu Eu Lírico...
É evidente que qualquer um tem o direito de criticar todos os meus textos, aliás, tenho publicado aqui vários; em número suficiente para não ser necessário atribuir-me algo que nunca escrevi.
É só reler! Tentar outro tipo de interpretação! Sim, porque não basta só saber escrever no padrão e ironicamente.
(Após saber que meu blog vem sendo freqüentado assiduamente, achei a idéia do livro um tanto plausível, mas tenho receio que no futuro venham me cobrar participação nos lucros da minha obra quando eu for indicada ao Nobel da Literatura).
Jamais - jamais, insisto - Alguém encontrará aqui mensagens subliminares ou personagens reais. Minhas ficções só pretendem passar sensações realistas, sinceras. A personagem precisa sofrer, para que eu não sofra.
Tudo que escrevo não tem destinatário, apenas o que faço é digitar aqui o que já senti, relatar através da narradora o que nunca jamais aconteceu, ou transformar experiências vivenciadas em prosa, conto ou poesia.
Peço desculpas a quem achou que o meu blog fosse "assim, tipo-um-diário", interpretando tudo ao pé da letra. Imaginar que é verdade irrefutável tudo o que se lê é um tanto perigoso. 'É como se a notícia de um estupro tornasse o repórter defensor da violência, como se a descrição de um câncer por um médico pudesse ser interpretada como um conselho para desenvolver um, como se a descrição de uma bomba significasse joguem...'
Estou aqui apenas tentando me libertar de rédeas, expondo ao mundo a minha implacável verdade, mesmo que isso gere conflitos quase impossíveis de administrar - mas não para mim!
E viva a liberdade de expressão...
Hipócritas!!!!!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Quase não teria sido, mas foi...
Não teria sido conhecedora do ciúme, não teria reparado na quantidade de carros iguais aos seus que circulam pela cidade e como a fisionomia dos motoristas de pálio sempre lembram a tua, não teria escutado que sou dissimulada igual à Capitu, mas que felizmente tenho em mim um pouco mais de Lóri.
Não sentiria minhas pernas adormecerem toda vez que você fizesse. . . . . . . . . podendo morrer a qualquer momento e me alegrar por isso.
Não teria deixado uma vida para trás por causa dessas coisas de letras e certamente estaria completamente perdida e frustrada com as disciplinas do Direito.
Nunca me daria conta sobre o verdadeiro motivo de sempre que a solidão me encontra precisar ir até o mar ou saber que ao ser trocada por seus filhos em um final de semana seria capaz de compreender e sorrir em instantes.
Não teria a idéia de que quando se apaixonasse por outra iria dizer que não me importava, contradizendo tudo aquilo que eu havia repetido durante toda uma vida.
Não teria sido deixada e empurrada pro maior fundo do poço que já existiu, não descontaria isso em todos os caras que vim a me relacionar, não saberia que quando a tristeza é muito intensa não sou capaz de chorar, não culparia todos os dias uma só pessoa por tudo que vem a dar errado.
Não passaria o meu aniversário e o Natal com dúvidas se deveria celebrá-los ou não, jamais esperaria durante o ano inteiro por uma certa data apenas para dar um telefonema, não saberia que posso ser quem realmente eu sou, e mesmo assim, ser querida pela maioria.
...E o que mais me assusta é que por muito pouco jamais teríamos nos conhecido.
sábado, 10 de maio de 2008
10 de maio
o desespero aflora,
De repente a lembrança,
de que, mesmo com o tempo nublado,
O sol sobre as nuvens se encontra,
Assim como a certeza
de que por mais escura que esteja a noite,
em algum lugar,
A lua e as estrelas estão a brilhar.
Transporto-me para estes lugares,
Respeitando o dia e a noite,
a chuva e o sol.
..Faz parte da vida?
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Duas vidas
Uma, a mãe trocou o carrinho pelo seu colo,
Carregando-lhe sobre a areia.
Pude ver seus olhinhos,
Seu corpinho, seu sorriso.
A outra que estava dentro de mim,
Só pude ver a alma.
Se foi...
(mas nos encontraremos mais tarde).
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Não estás
Uma enxurrada de pensamentos buscando lembranças claras.
Agora, é o tempo todo buscando você,
A sua presença.
Deitar meus olhos em seu ser mais profundo.
Ouvir sua voz vinda de dentro do meu peito.
Apertar suas mãos contra meu coração,
Que parece saltar de mim.
Querer vê-lo já não me basta.
Grito tão profundo em minha alma,
Que só eu escuto.
Ameniza saber que de tanto querer,
Talvez até tenhas me escutado.
Já não percebo as horas,
Deve ser tarde ou cedo, não sei.
Está escuro.
Escuro tanto quanto fica a minha vida,
Sem a claridade de sua presença.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Não confundo os desejos...
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Assumira que jogava com o assunto mais importante de sua vida.
E chorou copiosamente quando o descobriu mortal.
Mas não o abandonaria...
Apenas se tornaria mais cautelosa...
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
ALEGRIA
Vários são os motivos que possam
caracterizar uma existência:
o ar que respiramos, ou
o sufoco de uma fobia;
os dias claros,
a lua com sua luz em nós, ou
os dias cinzentos e seus respingos;
as cores vivas
que vemos, ou
a profunda escuridão.
Mas, hoje...
O sol com sua imensa claridade,
o amor iluminou e que espetáculo vocês dois
proporcionaram.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Aguardando
Ando pisando em nuvens,
Distante da chegada,
perto de lugar nenhum.
Respingos de uma expectativa.
Certa de dizeres 'até mais ver!'
Aguardo, achando estar preparada,
Mas sem saber das reações, sigo...
Ando pisando em tudo;
Passa no céu toda uma imagem,
Vejo-te nos formatos das nuvens e
Fecho meus olhos.
Tranco-me em meus delírios,
Sufoco minhas razões.
Ando pisando em brasas,
As nuvens continuam passando como a vida,
O tempo parado quando estás longe,
O tempo voando ao encontrar-te,
E mais nuvens passam........
E... tu não vens...
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Obrigada por não me amar
- Não. "
O não-amor anula qualquer amor, desabita qualquer coração, economiza água, telefone.
O não-amor fortalece a alma, os músculos, emagrece.
O não-amor traz segurança, a certeza que você buscou justamente onde só haviam dúvidas.
É a minha fortaleza. Obrigada por não me amar!
Ano 2000 era futuro há pouco tempo atrás
Sou da época que professores ganhavam maçãs, e não bala perdida; menino brincava de carrinho, agora é arrastado pelo cinto por ele; mosquitos só incomodavam em dia de chuva em que não se liga o ventilador, agora matam pessoas; mãe deixava de castigo os filhos, agora é morta a facadas; pais davam a vida por sua criança, agora joga da janela.
Acho que dormi nos primeiros 5 minutos de projeção da minha vida e só me acordaram agora. Tudo mudou tanto... Perdi a lógica lá atrás. Alguém viu se passou alguma placa com os dizeres “RETORNO”?
sábado, 29 de março de 2008
A língua que todo mundo entende
Niterói, um sábado qualquer. Das 22hrs da noite às cinco da manhã, depois da terceira ou quarta caipirinha, o que estava planejado para a noite é o que menos importa. Assim como já não interessa seu nome ou, muito menos, de onde você veio.
Seus encantos vão além dos botecos de rua ou da cerveja a um real no depósito, o que enche os olhos de qualquer gringo aqui, não é a variedade de programações para todos os gostos, e sim a variedade de pessoas (para todos os gostos). Gente de toda cor, toda raça, toda fé, e de todos os cantos do mundo, mas todo mundo, de um jeito ou de outro, se entende.
Ela é bem brasileira. Niteroiense, para ser mais exata. Seus anos de estudante de espanhol, mal deixaram espaço para sua cabeça lembrar-se do inglês que aprendeu na escola. Seu apetite pela arte e pela novidade ia sendo levemente saciado a cada olhar para os lados que seus olhos davam, como se fosse a primeira vez naquele lugar. Àquela altura do campeonato, já tinham sido as treze ou catorze caipirinhas das quais eu tinha mencionado, já havia rido e dançado de tudo, já tinha visto trezentas ou quatrocentas pessoas curiosamente interessantes e conversado com, pelo menos, metade delas. A noite não podia e não merecia acabar logo.
Ele é bem gringo, e sabe lá Deus o que ele fazia sozinho por aqui, num sábado qualquer. Norueguês, para ser mais exata. Sua alta estatura, olhos azuis, o cabelo loiro e a pele muito clara não deixava ninguém duvidar. Ele não fala uma palavra se quer em português. A propósito: nem espanhol, nem francês, nem italiano, nem língua do i, só ingles. Um ingles bêbado, cansado, mas com uma entonação que passava a mensagem de que a noite não podia e não merecia acabar logo. Ela dançava. Ele chegou, bastante desengonçado. O funk, naquele momento, fez papel de sino e harpa que tocam ao fundo quando se conhece alguem especial. Eles se olharam. Ela sorriu. Ele sorriu. Continuaram se olhando um bom tempo. De longe, não dava pra ver direito, mas o que se percebeu quando os dois tentaram começar um diálogo foi uma sucessão de "hããã"s e "que?"s e gestos e expressões, que não mentiam: não tava dando pra comunicar mesmo porra nenhuma. Eles tomaram uma cerveja, riram e se beijaram a noite inteira. Se entenderam muito bem.
Niterói, num sábado qualquer. Não sei se curiosamente interessante ou interessantemente curiso. Àquela altura do campeonato, trezentas ou quatrocentas caipirinhas. Já não entendia nem mais o português. Mas lá, de um jeito ou de outro, todos se entenderam muito bem.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Aham...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Que 'Verão no Morro'!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Rasa
Minha tarde é chuva.
Uma semana sem teu amor.
Tudo que me faz lembrar todos os segundos.
Conheci o mundo pelo teu olhar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
A tua ausência rareia o ar.
É de pedra o meu jardim,
Um museu em mim.
Pensamento longe e um sem fim no olhar.
Sinto em meus anseios, sonhos e desejos,
Algo se empedrar,
Como leite em falsa gravidez,
Como gente que não sabe amar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
Minha vida é nada sem o teu olhar...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
'Quero ser feliz tb!!!'
estou muito feliz
porque hoje descobri
que sou quem sempre quis ser
que faço o curso que queria
na faculdade que desejei fazer
pq eu pensava criança, que seria assim,
exatamente assim quando crescer.
Lembrei não só das coisas que pensava,
mas do que sentia,
lembrei de um monte de coisas que amava e quase deixei pra trás
num bololô de esperanças perdidas
sonhos desencorajados
idéias deixadas de lado
porque um dia me disseram que não valiam a pena.
Hoje eu descobri o que quero,
e o vento finalmente está soprando de volta
tudo aquilo que ele tinha levado pra longe.
Hoje eu tenho certeza
que muito vai mudar
e nada do que eu passei foi em vão.
Só enquanto o coração bater
só enquanto eu respirar
não vou deixar de acreditar em nada
que um dia acreditei.
Cada semente plantada vai gerar alguma coisa
e se o vento levou embora
ele pensará duas vezes
e trará de volta o que sempre me pertenceu.
tudo valeu a pena.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Vivendo e desaprendendo
Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, ao assoprar tirava-se um som que variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse.
Eu sabia a fórmula para fazer cola caseira, algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha. Hoje não sei mais que receita era esta.
Eu começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números.
Havia uma folha que a gente dobrava de um jeito e ela rachava fazendo um formato de coração. Nunca mais encontrei a tal folha.
Tinha um jogo que a gente colocava todas as peças no rosto de um palhaço dentro de um determinado tempo, se você estourasse os minutos o boneco se destruía todo. Nunca mais achei esse jogo.
Na verdade, deve-se revisar aquela frase; É vivendo e desaprendendo. Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas ou coragem de crianças, falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis...
Quem nunca desejou ter um cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Carnaval? Me inclua fora dessa.
Não quero ser do contra, mas tem coisa mais chata do que samba enredo? São todos intermináveis e exatamente iguais. São sempre os mesmo orixás rimados com os patuás, e a mãe natureza, é sempre aquela mesma beleza...
Aliás, tem sim coisa mais chata que samba enredo. A cobertura da TV nos desfiles das escolas de samba. "Olha aí, a Mangueira entrando na avenida.. Opa! A Mangueira segue na Avenida..." E a cobertura dos bailes gays? São su-per-a-ni-ma-das!
Acho que minha frustração é porque nunca fui passar um carnaval em Salvador.As pessoas chegam a pagar R$1000 por um abadá para ficar esprimido entre 2 milhões de pessoas e zero banheiro por perto. E ainda beber 137 cervejas e beijar 276 pessoas.
Só gostei do carnaval uma vez que desfilei na Mocidade em 2005. Mas o melhor mesmo é o aquecimento; fiquei bebendo com uns gringos que também iam desfilar pela escola, mas no final prolongamos tanto este aquecimento que só me lembro de ter vestido uma roupa super pesada e ter caminhado por alguns minutos em uma avenida super iluminada.
Enfim, apesar de tudo, bom Carnaval. Pelo menos é feriado.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
"sentimentalismo exagerado"
A dor vem e vai, mas às vezes é cruel. É cruel não poder discutir com ele as últimas notícias, não contar com seu abraço, não ligar pra ele sem motivos. Mas o mundo não parou para ninar. Acho que eu não sou mais tão feliz, mas prefiro acreditar que tudo que aconteceu foi um presente que ganhei. Hoje eu sinto falta, mas saí vitoriosa. =)
domingo, 27 de janeiro de 2008
"Cartas na mesa"
"Cartas na mesa" é uma expressão que assusta todos os homens do planeta. No jogo do relacionamento, quando o casal precisa colocar as cartas na mesa, pode ter certeza que ninguém sairá ganhando.
Não estou defendendo a falta de diálogo entre um casal nem a omissão a respeito do terreno onde cada um está pisando. Mas, ao jogar as cartas na mesa, a menos que você esteja blefando, pode se preparar para dizer adeus. Cobrar um homem é uma coisa, colocá-lo contra a parede é outra. Será? Pensando bem, acho que é tudo igual.
É o meu paradoxo: fazer o homem agir como quero, sem ter de dizer a ele o que fazer. É difícil?
Como fazer, então, para ser ouvida? Aqui vai uma dica: passa um batom e seja gentil durante o dia com ele. No final do dia, coloque em pauta a questão que te incomoda tanto – mas numa boa. Sem confronto, sem culpados. Apenas uma boa conversa. Se ele começar a ficar meio arisco, mude de assunto e depois retoma... Tenho certeza que rapidamente ele vai te ouvir e não vai nem perceber. Pronto, você conseguiu o que queria. Na boa, problemas existem em qualquer relação... E o que fazer com aquelas cartas que você ia colocar na mesa? Deixe-as guardadinhas no armário, mas bem lá no fundo. Um dia você esquece que elas estão lá...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Até que o fim das férias cairia bem...
domingo, 20 de janeiro de 2008
Cirque du Soleil


