
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Que 'Verão no Morro'!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Rasa
Minha tarde é chuva.
Uma semana sem teu amor.
Tudo que me faz lembrar todos os segundos.
Conheci o mundo pelo teu olhar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
A tua ausência rareia o ar.
É de pedra o meu jardim,
Um museu em mim.
Pensamento longe e um sem fim no olhar.
Sinto em meus anseios, sonhos e desejos,
Algo se empedrar,
Como leite em falsa gravidez,
Como gente que não sabe amar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
Minha vida é nada sem o teu olhar...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
'Quero ser feliz tb!!!'
estou muito feliz
porque hoje descobri
que sou quem sempre quis ser
que faço o curso que queria
na faculdade que desejei fazer
pq eu pensava criança, que seria assim,
exatamente assim quando crescer.
Lembrei não só das coisas que pensava,
mas do que sentia,
lembrei de um monte de coisas que amava e quase deixei pra trás
num bololô de esperanças perdidas
sonhos desencorajados
idéias deixadas de lado
porque um dia me disseram que não valiam a pena.
Hoje eu descobri o que quero,
e o vento finalmente está soprando de volta
tudo aquilo que ele tinha levado pra longe.
Hoje eu tenho certeza
que muito vai mudar
e nada do que eu passei foi em vão.
Só enquanto o coração bater
só enquanto eu respirar
não vou deixar de acreditar em nada
que um dia acreditei.
Cada semente plantada vai gerar alguma coisa
e se o vento levou embora
ele pensará duas vezes
e trará de volta o que sempre me pertenceu.
tudo valeu a pena.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Vivendo e desaprendendo
Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, ao assoprar tirava-se um som que variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse.
Eu sabia a fórmula para fazer cola caseira, algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha. Hoje não sei mais que receita era esta.
Eu começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números.
Havia uma folha que a gente dobrava de um jeito e ela rachava fazendo um formato de coração. Nunca mais encontrei a tal folha.
Tinha um jogo que a gente colocava todas as peças no rosto de um palhaço dentro de um determinado tempo, se você estourasse os minutos o boneco se destruía todo. Nunca mais achei esse jogo.
Na verdade, deve-se revisar aquela frase; É vivendo e desaprendendo. Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas ou coragem de crianças, falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis...
Quem nunca desejou ter um cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Carnaval? Me inclua fora dessa.
Não quero ser do contra, mas tem coisa mais chata do que samba enredo? São todos intermináveis e exatamente iguais. São sempre os mesmo orixás rimados com os patuás, e a mãe natureza, é sempre aquela mesma beleza...
Aliás, tem sim coisa mais chata que samba enredo. A cobertura da TV nos desfiles das escolas de samba. "Olha aí, a Mangueira entrando na avenida.. Opa! A Mangueira segue na Avenida..." E a cobertura dos bailes gays? São su-per-a-ni-ma-das!
Acho que minha frustração é porque nunca fui passar um carnaval em Salvador.As pessoas chegam a pagar R$1000 por um abadá para ficar esprimido entre 2 milhões de pessoas e zero banheiro por perto. E ainda beber 137 cervejas e beijar 276 pessoas.
Só gostei do carnaval uma vez que desfilei na Mocidade em 2005. Mas o melhor mesmo é o aquecimento; fiquei bebendo com uns gringos que também iam desfilar pela escola, mas no final prolongamos tanto este aquecimento que só me lembro de ter vestido uma roupa super pesada e ter caminhado por alguns minutos em uma avenida super iluminada.
Enfim, apesar de tudo, bom Carnaval. Pelo menos é feriado.
