sábado, 16 de fevereiro de 2008

Que 'Verão no Morro'!


Fazia tempos em que eu não ia a um show e saía de lá gritando "NOSSA, QUE SHOW MARAVILHOSO", a organização do Morro da Urca está divina, colocando 'Oi Noites Cariocas' no chinelo... O visual que se tem do bondinho é incomparável, só mesmo o Rio pode proporcionar isso. Fazia tempos também que não via tanta gente bonita num lugar só. Lúxuria abriu o show do Frejat, (que gato o baterista!) a música estava boa, algumas partes foram meio chatas, porque a garota ficava viajando muito tempo e fez uns solos intermináveis, mas quando ela perdeu a preguiça e desceu do palco o show deu uma levantada.
Assim que o Frejat entrou no palco quase tive um treco. Há muito tempo sou louca pra assistir ao show dele, mas nunca tinha tido a oportunidade. O cara é muito carismático, canta como ninguém, toca violão e guitarra como ninguém também, e na boa, suuuper charmoso!! Sou apaixonada pelo Cazuza, mas acho que entre os dois o Frejat é um artista muito mais completo. Cazuza teve uma sensibilidade à parte que foi super marcante na época, mas o talento do Frejat, na minha opinião, é incomparável.
O Rio é uma cidade cheia de problemas, poluição, violência, trânsito... mas daí você lembra desses shows, baladas e afins, e percebe que a cidade não é tão ruim assim...
Enfim, é caro, mas vale muito a pena!!
Frejat, com certeza a gente se vê ano que vem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Rasa

Minha casa é sombra.
Minha tarde é chuva.
Uma semana sem teu amor.
Tudo que me faz lembrar todos os segundos.
Conheci o mundo pelo teu olhar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
A tua ausência rareia o ar.
É de pedra o meu jardim,
Um museu em mim.
Pensamento longe e um sem fim no olhar.
Sinto em meus anseios, sonhos e desejos,
Algo se empedrar,
Como leite em falsa gravidez,
Como gente que não sabe amar...
Minha vida é rasa,
Minha vida é água,
Minha vida é nada sem o teu olhar...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

'Quero ser feliz tb!!!'

estou muito feliz
porque hoje descobri
que sou quem sempre quis ser
que faço o curso que queria
na faculdade que desejei fazer
pq eu pensava criança, que seria assim,
exatamente assim quando crescer.
Lembrei não só das coisas que pensava,
mas do que sentia,
lembrei de um monte de coisas que amava e quase deixei pra trás
num bololô de esperanças perdidas
sonhos desencorajados
idéias deixadas de lado
porque um dia me disseram que não valiam a pena.
Hoje eu descobri o que quero,
e o vento finalmente está soprando de volta
tudo aquilo que ele tinha levado pra longe.
Hoje eu tenho certeza
que muito vai mudar
e nada do que eu passei foi em vão.
Só enquanto o coração bater
só enquanto eu respirar
não vou deixar de acreditar em nada
que um dia acreditei.
Cada semente plantada vai gerar alguma coisa
e se o vento levou embora
ele pensará duas vezes
e trará de volta o que sempre me pertenceu.
tudo valeu a pena.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Vivendo e desaprendendo

Que coisa é a vida... Que coisa pior ainda é o tempo... Eu sabia fazer pipa, hoje eu não sei fazer mais... Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude conseguiria equilibrá-la na dobra do dedo indicador, quanto mais jogá-la com precisão como fazia antigamente.Outra coisa: Acabo de procurar no dicionário o significado da palavra "gude". Quando era criança nunca pensei nisso, eu sabia o que era gude, gude era gude.
Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, ao assoprar tirava-se um som que variava de tom conforme o posicionamento das mãos. Hoje não sei mais que jeito é esse.
Eu sabia a fórmula para fazer cola caseira, algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha. Hoje não sei mais que receita era esta.
Eu começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números.
Havia uma folha que a gente dobrava de um jeito e ela rachava fazendo um formato de coração. Nunca mais encontrei a tal folha.
Tinha um jogo que a gente colocava todas as peças no rosto de um palhaço dentro de um determinado tempo, se você estourasse os minutos o boneco se destruía todo. Nunca mais achei esse jogo.
Na verdade, deve-se revisar aquela frase; É vivendo e desaprendendo. Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas ou coragem de crianças, falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis...
Quem nunca desejou ter um cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carnaval? Me inclua fora dessa.

Não sei como alguém pode gostar de Carnaval... Mas acho que um país que pára durante 4 dias para o povo encher a cara nas ruas realmente não pode ser levado a sério... Incrível, os blocos tomam as ruas e sem aviso prévio, a gente fica com o carro no meio da rua sem saber onde colocar e preso no trânsito que consegue ficar péssimo mesmo com a cidade vazia.
Não quero ser do contra, mas tem coisa mais chata do que samba enredo? São todos intermináveis e exatamente iguais. São sempre os mesmo orixás rimados com os patuás, e a mãe natureza, é sempre aquela mesma beleza...
Aliás, tem sim coisa mais chata que samba enredo. A cobertura da TV nos desfiles das escolas de samba. "Olha aí, a Mangueira entrando na avenida.. Opa! A Mangueira segue na Avenida..." E a cobertura dos bailes gays? São su-per-a-ni-ma-das!
Acho que minha frustração é porque nunca fui passar um carnaval em Salvador.As pessoas chegam a pagar R$1000 por um abadá para ficar esprimido entre 2 milhões de pessoas e zero banheiro por perto. E ainda beber 137 cervejas e beijar 276 pessoas.
Só gostei do carnaval uma vez que desfilei na Mocidade em 2005. Mas o melhor mesmo é o aquecimento; fiquei bebendo com uns gringos que também iam desfilar pela escola, mas no final prolongamos tanto este aquecimento que só me lembro de ter vestido uma roupa super pesada e ter caminhado por alguns minutos em uma avenida super iluminada.

Enfim, apesar de tudo, bom Carnaval. Pelo menos é feriado.