Outro dia, uma personagem típica de Eça de Queiroz, veio reclamar no meu orkut sobre as coisas que escrevo no meu blog. Dizia que eu não escrevia nada romântico, que me declarava para o seu noivo, e num tom bem ameno, completou afirmando que eu criticava a Surfistinha, mas proferia o mesmo erotismo que ela, sugerindo portanto, que eu também escrevesse um livro.
É evidente que qualquer um tem o direito de criticar todos os meus textos, aliás, tenho publicado aqui vários; em número suficiente para não ser necessário atribuir-me algo que nunca escrevi.
É só reler! Tentar outro tipo de interpretação! Sim, porque não basta só saber escrever no padrão e ironicamente.
(Após saber que meu blog vem sendo freqüentado assiduamente, achei a idéia do livro um tanto plausível, mas tenho receio que no futuro venham me cobrar participação nos lucros da minha obra quando eu for indicada ao Nobel da Literatura).
Jamais - jamais, insisto - Alguém encontrará aqui mensagens subliminares ou personagens reais. Minhas ficções só pretendem passar sensações realistas, sinceras. A personagem precisa sofrer, para que eu não sofra.
Tudo que escrevo não tem destinatário, apenas o que faço é digitar aqui o que já senti, relatar através da narradora o que nunca jamais aconteceu, ou transformar experiências vivenciadas em prosa, conto ou poesia.
Peço desculpas a quem achou que o meu blog fosse "assim, tipo-um-diário", interpretando tudo ao pé da letra. Imaginar que é verdade irrefutável tudo o que se lê é um tanto perigoso. 'É como se a notícia de um estupro tornasse o repórter defensor da violência, como se a descrição de um câncer por um médico pudesse ser interpretada como um conselho para desenvolver um, como se a descrição de uma bomba significasse joguem...'
Estou aqui apenas tentando me libertar de rédeas, expondo ao mundo a minha implacável verdade, mesmo que isso gere conflitos quase impossíveis de administrar - mas não para mim!
E viva a liberdade de expressão...
Hipócritas!!!!!